sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Ensino de História e História local nos anos iniciais do Ensino Fundamental - Resumo
AUTOR: Stanley Plácido da
Rosa Silva
O texto traz a trajetória do ensino
de história, quais as transformações históricas para que se constituísse uma
disciplina e suas características quanto disciplina, relatando quais os
objetivos em cada época. Apresentando ainda, como a disciplina de história é
discutida nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e a importância de se
trabalhar o ensino de história com a história local dos alunos.
Dentro da análise histórica, muitos
foram os momentos marcantes para o ensino de história, no Brasil ela somente se
concretiza como disciplina no século XIX, tendo em vista a preocupação com a
formação nacional e com o Estado Novo (1937-1945) o ensino de história tinha
que ser regulador, mostrando o Estado como bom, o que priorizava era o
nacionalismo.
Somente com o fim do regime militar
o ensino sofre reformulações e acontece a fusão da História com a Geografia,
criando a disciplina de Estudos Sociais, com o dever de trabalhar os deveres
dos cidadãos, ajustando os alunos à realidade, sendo um ser passivo diante da
história. Mas com o surgimento da Associação Nacional de História (ANPUH) e da
Associação de Geógrafos Brasileiros (AGB) a disciplina de Estudos Sociais
entrou no processo de extinção, buscando um ensino de história pautado em eixos
temáticos, também reguladores, pois a política continua sendo o centro do
objeto de estudo.
Assim com uma série de avanços no
ensino de história pode-se enfatizar um aspecto positivo, a flexibilização ao
trabalhar os conteúdos, dando autonomia para o professor e tendo a cidadania
política como eixo transversal nas propostas curriculares, chegando à
compreensão da disciplina como objeto de ação social. Com estes aspectos
apresentados na legislação, mas específico, na Lei de Diretrizes e B Bases nº
9394/96 (LDB) percebe-se ainda a preocupação governamental em especificar o que
se deve ser ensinado em história e sua importância na formação do cidadão
brasileiro.
Nos Parâmetros Curriculares
Nacionais (PCN), que surgiu em um processo de reforma curricular da Educação em
1990, o ensino de história tem como objetivo nortear o ensino brasileiro a
partir de habilidades e competências que se julgam desejáveis aos educandos,
trazendo ainda uma crítica ao ensino tradicional de História, construído na
memorização e repetição de fatos históricos, limitando as possibilidades dos
alunos apenas a repetir lições.
Dessa maneira surge a proposta de se
trabalhar a partir da história local dos alunos, partindo disso para os demais
conhecimentos do ensino de História, visto que a partir do local é possível
identificar uma série de aspectos sociais nas diferentes ações humanas.
Argumentando assim os PCNs, que o trabalho com a história local favorece um
ensino significativo, abordando fatores do cotidiano, da família e de amigos,
possibilitando ao aluno uma compreensão das relações sociais e econômicas da
sua época.
A história local pode ser trabalhada
partindo do local de cada criança e cabe ao professor englobar e despertar os
interesses a conhecimentos dos alunos, contextualizando tudo para ter
significado. Mas falta estes aspectos nos livros didáticos, apresentando muitas
vezes conteúdos inadequados, abordando temas genéricos, ignorando as
especificidades locais.
Porém essa falta de material ou de
informações nos livros didáticos não podem ser vista como empecilho para o
professor, pois ele é capaz de buscar e construir história juntamente com os
alunos e suas histórias locais, buscando meios e alternativas para vencer estes
obstáculos.
Toda essa discussão favorece o que
pode-se destacar como mais importante, a História sendo trabalhada de forma
contextualizada, despertando a atenção dos alunos, superando o ensino
tradicional e formando alunos autônomos e críticos em relação ao que se aprende
na sala de aula.
COMENTÁRIO:
Ao
estudar o texto, a reflexão acerca do ensino de história e sua trajetória
auxilia nós futuras professoras do Ensino Fundamental despertar para as
possibilidades de um trabalho rico e significativo com a História, não
reproduzindo o que fizeram com nós mesmas, ao inserir um conhecimento pautado
em fatos históricos e inadequados, de forma memorizada e totalmente desinteressada.
A História é muito rica e podemos
proporcionar isto aos alunos, de modo a descobrirem o grande universo que podem
descobrir a partir dos seus próprios conhecimentos e de tudo que os cerca, pois
assim fará sentido seu aprendizado, mostrando que aprender é muito bom, fazendo
pensar sobre vários aspectos que poderão fazê-los realizar muitas
transformações, isto de fato será o grande objetivo do ensino de História.
JOGO DE ALFABETIZAÇÃO: BOLICHE DAS SÍLABAS
Nária Ribas; Joanina Caputti;
Luana Caputti
PÚBLICO-ALVO: alunos
do 2º ano do Ensino Fundamental I
JUSTIFICATICA:
A alfabetização muitas vezes se torna maçante para as
crianças, com a apresentação de tantos conteúdos e de forma sistematizada,
deixando de ser prazeroso e causando certo desinteresse nas crianças por não
fazer parte de seu contexto muitos dos assuntos abordados.
A proposta da construção de um jogo de alfabetização vem
com o propósito de facilitar a aprendizagem das crianças, possibilitando
momentos de diversão e conhecimento, estimulando a criança a construir palavras
que auxiliarão no seu processo de alfabetização.
Como as histórias infantis também despertam o interesse
nas crianças, optamos por iniciar o jogo com a história: “Chapeuzinho Amarelo”
(Chico Buarque), que traz uma série de trocadilho de sílabas formando diversas
palavras engraçadas e depois confeccionar a boliche das sílabas para realizar
um jogo de formação de palavras, sabendo que as crianças também ficam motivadas
com atividades que envolvem movimentos.
MATERIAL
UTILIZADO:
Caixa de papelão, garrafa PET,
crepom, EVA, revista e durex largo.
OBJETIVOS:
- Estimular a criança a construir palavras de maneira lúdica;
- Contribuir com o processo de construção da escrita, de modo que a criança tenha uma aprendizagem prazerosa;
- Proporcionar momentos de interação e troca de aprendizagem;
- Formar palavras com diversas sílabas.
DESENVOLVIMENTO:
Para iniciar o jogo de alfabetização será trabalhado a
história “Chapeuzinho Amarelo” de Chico Buarque, contar a história, observando
os diversos trocadilhos das palavras que a menina faz e como se torna
interessante criar e trocar palavras, criando novos significados. Após separar
a turma em grupos e começar o jogo boliche das sílabas, ao qual devem jogar a
bola nas garrafas tentando derrubá-las, quando mais garrafas derrubarem, mas
sílabas terão para formar as palavras, em cada garrafa constará uma sílaba, ao
derrubar as crianças pegaram as fichas com as determinadas sílabas e tentarão
montar no quadro a maior quantidade de palavras, será necessário cooperação e
raciocínio coletivo para atingir o objetivo proposto.
Cada criança poderá ter uma quantidade de chances para
tentar derrubar as garrafas como na boliche, dessa maneira a possibilidade de
surgir palavras é diversa e as crianças poderão criar e construir. Este jogo
pode ter várias garrafas com uma variedade de sílabas, especificamente este é
composto por oito garrafas, utilizando sílabas de palavras que aparecem na
história trabalhada, dando um significado maior.
O
material é bem colorido para chamar a atenção da criança e estimulá-la a
brincar e aprender, ao mesmo tempo, as garrafas são coloridas cheias de crepom
picado e as bolas confeccionadas de revista, trabalhando um material reciclável
que é possível as próprias crianças confeccionarem.
CONSIDERAÇÕES
FINAIS:
A construção do jogo é bastante interessante e
possibilita uma grande exploração quando nos propomos a alfabetizar, ou seja,
pensar em meios que facilite este processo de construção da escrita da criança
é importante para que o professor entenda o desenvolvimento da criança e
repense sua prática a cada dia.
Acreditamos que o processo de alfabetização não é tão
simples e por isso exige um trabalho sério e de pesquisa por parte do
professor, buscando conhecer a criança e seu processo de construção da escrita,
mediando situações que efetivem a aprendizagem e possibilite a criança a ler e
escrever de modo a utilizar esses códigos em sua vida social, fazendo uma
leitura da vida e conseguindo interpretar situações, tornando-as mais
significativas para ela.
Portanto a construção do jogo de alfabetização contribui
muito para nossas práticas, deixando nitidamente claro que é possível realizar
um trabalho com diferencial, que desperte a motivação dos alunos e torne a
aprendizagem mais prazerosa e significativa.
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
A
POSSIBILIDADE DE ALFABETIZAR LETRANDO: QUESTÕES DO ESTÁGIO
Nária
Aparecida Moura Ribas*
Palavras-chave:
alfabetização; letramento; séries iniciais
Introdução
O estágio possibilita uma série de
reflexões acerca da alfabetização nos anos iniciais, desta maneira torna-se
significativo tratar aqui da questão da alfabetização com enfoque no que
desrespeito ao letramento, como as crianças do primeiro ano do Ensino
Fundamental I tem sido alfabetizadas, um questionamento que resgada conceitos
importantes em relação a prática social do uso da escrita.
O estágio foi realizado em uma sala de 1º
ano do Ensino Fundamental, na escola pública, Escola Municipal de Ensino
Infantil e Ensino Fundamental Nossa Senhora Auxiliadora, na cidade de
Hortolândia, com o objetivo de observar e refletir o processo de alfabetização
das crianças e a maneira que esse processo é construído pelo professor, dessa
forma a metodologia utilizada foram as observações diárias e entrevista com a
professora referente a sua formação acadêmica, apresentando ainda as análises e
considerações frente as resultados obtidos.
As discussões acerca do alfabetizar
letrando: um olhar no estágio
Para iniciar as discussões acerca da
alfabetização nas séries iniciais é necessário frisar primeiramente a questão
do ensino de nove anos, ao qual o Ensino Fundamental sofreu uma mudança
recente, frente aos conteúdos e a maneira a ser trabalhada com as crianças que
agora ingressam nesta etapa com seis anos.
Brandão (2009) apresenta em seu texto a
legislação que aborda esta mudança. Inicialmente por meio da lei nº 11.114, de
16 de maio de 2005, modificando o art. 6º da Lei 9.394/96 (Lei de Diretrizes e
Bases da Educação Nacional- LDB), determinando que fosse diminuída de sete para
seis anos de idade mínima o ingresso da criança no Ensino Fundamental, complementando
nove meses depois com a Lei nº 11.274, de 6 de fevereiro de 2006, determinando
que o Ensino Fundamental no Brasil passasse a ter duração de nove anos.
Com a lei os municípios tiveram que se
organizarem para atender as exigências, mas muitos ainda se acomodaram e
continuam apenas com uma adaptação deste ensino de nove anos. É o caso da
escola estagiada, ao qual os primeiros anos ainda estão funcionando no prédio
de uma escola de educação infantil, sendo modificado o nome da escola para
atender todas as etapas, englobando ensino infantil e fundamental.
Mas
a questão primordial deste contexto é a questão do currículo, o que trabalhar
com estas crianças que faziam parte de um ensino infantil e agora estão no
ensino fundamental, a necessidade de alfabetizá-las logo no início deste novo
1º ano é adequada a proposta inicial exigida pelos documentos e como foi
observada essa questão na sala estagiada.
Para
Brandão (2009) a readequação da estrutura curricular é fundamental, mas devem
levar em consideração que as atividades a serem desenvolvidas nesta série não
podem ser as mesmas da Educação Infantil e nem constituir a antecipação pura e
simples dos conteúdos exigidos para a “antiga” primeira série do Ensino
Fundamental. Concluindo que:
...entendemos
que ampliar o Ensino Fundamental de oito para nove anos de duração significa,
em última instância, aumentar a democratização do acesso à escolarização aos
grupos menos favorecidos da sociedade brasileira, por meio da valorização da
escola. Claro que não podemos nos contentar apenas com a ampliação do acesso à
escola, mas também devemos procurar aumentar o porcentual de sucesso escolar e
diminuir o porcentual de evasão. A conjunção desses três fatores pode fazer a
escola ( e da escolarização) um significativo vetor da cidadania às crianças
pertencentes às classes sociais menos favorecidas. (BRANDÃO, 2009, p. 25)
Batista
(2009) coloca ainda que é necessário fazer uma seleção do que é “relevante”
como conteúdo escolar, considerando a idade e o desenvolvimento da criança de
seis anos, apresentando um trabalho pedagógico que comporte diferentes tipos de
atividades, sejam elas, diversificadas, coletivas, independentes e individuais.
Logo
o ensino de nove anos torna-se importante para a universalização e acesso à
escolarização, mas é essencial um olhar especial para esta etapa, para que os
alunos não sejam sufocados por conteúdos exaustivos e percam o prazer em
aprender.
É
o que observa-se no estágio, as crianças com uma série de atividades em folhas,
enfatizando somente a alfabetização, sem atividades lúdicas que complementem o
trabalho e o torne mais prazeroso e significativo, além de apresentar
atividades somente isoladas, totalmente destoantes do contexto da criança.
Cabe
então, a necessidade de uma reflexão entorno do processo de alfabetização e
letramento relacionadas com as observações do estágio, à medida que o trabalho
da professora com os alunos de primeiro ano enfatiza a questão da alfabetização
como papel norteador de todo seu trabalho.
Leite
(2001) caracteriza como um desafio para os profissionais de Educação a questão
do processo de alfabetização, dizendo que apesar do grande progresso
teórico-metodológico na área, a formação do aluno como um componente leitor e
produtor de texto, em escolas públicas e particulares, ainda se coloca como um
dos grandes objetivos a serem alcançados.
Portanto
o fato de muitos professores passarem por uma formação acadêmica e reflexiva a
respeito do processo de alfabetização, não garante que o trabalho será pautado
em uma alfabetização que garanta ao aluno entender e utilizar a prática da
escrita em seu uso social, decorrendo de atividades simplista com base na
formação de sílabas e palavras, não apresentando nenhum significado à criança.
Assim
o conceito de alfabetização e letramento se distanciam de maneira isolada, mas à
medida que existe uma reflexão a cerca deste dois processos, enriquece a
possibilidade da construção do processo de aprendizagem da criança, garantindo
que tenha um ensino de qualidade que aborde todos os aspectos essenciais para
uma aprendizagem mais significativa, portanto considerar a escrita como uma
prática de uso social, além da representação da linguagem é fundamental.
Contudo o
fato de ensinar alfabetizando letrando o alunos, significa dar a possibilidade
de conhecer a escrita e a leitura no seu uso social, não só como uma questão de
treino mecânico para identificar a escrita, até porque a escrita e a leitura é uma forma de se estar
na linguagem, por isso a importância de ter uma significação. Sabendo ainda que
a criança já é letrada antes mesmos de ser alfabetizada, porque no meio em que
vive já está em contato com a leitura e a escrita, Kleiman (1995) reforça isso
ao citar:
... as crianças são
letradas, no sentido de possuírem estratégias orais letradas, antes mesmo de
serem alfabetizadas. Uma criança que compreende quando o adulto lhe diz: “Olha
o que a fada madrinha trouxe hoje!” está fazendo uma relação com um texto
escrito, o conto de fadas: assim, ela está participando de um evento de
letramento (porque já participou de outros, como o de ouvir uma estorinha antes
de dormir); também está aprendendo uma prática discursiva letrada, e portanto
pode ser considerada letrada, mesmo que ainda não saiba ler e escrever.
(KLEIMAN, 1995, p.18)
Nesta perspectiva Leite (2001) a
alfabetização pensada isoladamente como no ensino tradicional anteriormente
considera a escrita apenas uma representação da fala, representando estas por
códigos, sem a preocupação da função da linguagem. Enquanto o letramento é
utilizar a escrita socialmente, como a linguagem, expressar seus pensamentos,
realizar registros, apropriar-se socialmente da escrita, através de seu uso
social.
Acrescenta ainda, que o letrado
consegue fazer uma interpretação do texto e relacioná-lo com sua vida social,
diferentemente do alfabetizado que codifica e não consegue interpretar o
sentido do texto. A medida que é letrado muda sua condição social e cultural,
pois adquiri mais conhecimento, mudando sua posição, criticando e questionando.
Desta maneira a proposta de
alfabetização observada no estágio vem de contramão com toda as bases teóricas
a respeito de alfabetização e letramento, o fato da professora trabalhar apenas
com atividades isoladas e desconexas da vida criança, impossibilidade estas
crianças a entenderem e vivenciar a escrita como prática social, até mesmo
dificultando a compreensão e o sentido da escrita na linguagem e na vida social.
Portanto para Leite (2009) o papel do
professor alfabetizador é mediar o processo de alfabetização, pensando na
prática que vai abranger o desafio de hoje, alfabetizar letrando,
possibilitando o aluno de além de representar a escrita, interpretar e
compreender o mundo, afirmando que:
...
é possível desenvolver o processo de alfabetização escolar simultaneamente ao
envolvimento dos alunos com as práticas sociais da escrita. Isso, ocorre, por
exemplo, quando os professores alfabetizadores utilizam textos verdadeiros
durante a alfabetização, desprezando as antigas práticas de letramento que só
existiam no interior da escola, como os textos tradicionais das velhas
cartilhas. (LEITE, 2001, p. 32)
Considerações
finais
A
observação na sala de aula frente a análise das questões do letramento
contribuíram muito para uma reflexão acerca da alfabetização das crianças. O
fato de não reconhecer no trabalho da professora o letramento em evidência, que
envolve as crianças, possibilitando a construção da escrita e leitura como uso
na prática social me faz querer buscar meios para que isso acorra de fato,
vontade de ensinar e ver os resultados na minha própria prática, constatando a
importância do ensino dessa maneira para a formação da criança como ser humano
capaz de intervir com ações efetivas na sociedade.
Mas
o que se vê no geral na sala de aula é que a maioria das crianças já estão
lendo e escrevendo com apenas seis anos de idade, então nos perguntamos: mas de
que forma as crianças estão realizando esta leitura, conseguem realizar uma leitura
de mundo, interpretando e relacionando com sua prática social ou apenas
descobrindo a escrita de forma isolada de todo o contexto, ao qual se torna
totalmente sem significação para o processo de construção da aprendizagem.
Cabe
enfatizar depois de toda a reflexão a necessidade de se continuar discutindo
acerca da alfabetização nas séries iniciais, há muito ainda para ser
conquistado e garantir que todas as crianças tenham um ensino de qualidade que
contemple a construção da linguagem escrita como uma prática social.
Referências
bibliográficas
BATISTA, Cleide V. M. A educação da
criança de seis anos. In: BRANDÃO, Carlos da Fonseca; PASCHOAL, Jaqueline
Delgado (Orgs). Ensino Fundamental de 9
anos: teoria e prática na sala de aula. São Paulo: Avercamp, 2009.
BRANDÃO, Carlos da Fonseca. O Ensino
fundamental de nove anos e a legislação educacional brasileira. In: BRANDÃO,
Carlos da Fonseca; PASCHOAL, Jaqueline Delgado (Orgs). Ensino Fundamental de 9 anos: teoria e prática na sala de aula. São
Paulo: Avercamp, 2009.
KLEIMAN, A. Modelos de
letramento e as práticas de alfabetização na escola. In: (ORG). Os Significados do letramento.
Campinas: Mercado de Letras, 1995.
LEITE, S. A. S. (org). Alfabetização e Letramento: contribuições
para as práticas pedagógicas. Campinas: Komedi: Arte Escrita, 2001.
terça-feira, 4 de novembro de 2014
GÊNERO E SEXUALIDADE: UM DEBATE IMPORTANTE
A
questão do gênero e da sexualidade aborda uma série de questões e se torna
fundamental a discussão acerca dessa temática na Educação. Conhecer a respeito
e refletir diversos pontos torna-se essencial na atualidade e na diversidade
cultural que nos deparamos na escola.
O
professor Thiago Duque abordou o assunto nesta sexta-feira, 31/10/14, em uma
palestra realizada na PUC-Campinas, expondo um aparato geral do histórico dos
estudos realizados sobre gênero e sexualidade, apresentando ainda suas
pesquisas nas cidades de Campinas/SP e Corumbá/MS.
Discutiu
acerca da identidade de gênero e o sexo biológico, ao qual a identidade de gênero
é construída socialmente e o sexo biológico é o que a medicina define como
masculino e feminino. Apresentou exemplo de comerciais e das mídias que mostram
o efeito desses conceitos na sociedade, surgindo mais discussões sobre o homossexualismo,
mas ainda presa a um preconceito que impede mais discussão e relações.
Realizou
uma comparação dos estudos de Campinas e Corumbá, mostrando que apesar de
Campinas possuir vários movimentos, mídia e associações de homossexualismo não
se vê nas relações sociais esta questão superada e fora de preconceitos,
existindo ainda barreiras a serem superadas. Enquanto que em Corumbá não se
existe nenhum movimento social, melhor dizendo, nem se pensam nisso, porque há
eventos e comemorações que o homossexualismo está presente, tendo espaço e
lugar, sendo aplaudido por todos da comunidade.
A
palestra foi muito rica, proporcionando justamente uma reflexão acerca da
diversidade e do direito das pessoas, no que se refere a gênero e sexualidade,
tantos movimentos e ainda estamos presos a tantos preconceitos, é preciso
conhecer e respeitar. Os estudos continuam por parte do professor e esperamos
que em um próximo encontro possamos ouvir novos avanços nesta questão.
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